Tuesday, May 09, 2006

O código da polêmica


Um livro polêmico. Isto é o mínimo que pode ser dito sobre O Código Da Vinci , escrito por Dan Brown , recordista de vendas nos últimos anos. No Brasil, o livro já se mantêm a cento e nove semanas no ranking dos dez livros de ficção mais vendidos, acompanhado de outras três obras do mesmo autor : Ponto de Impacto , Anjos e Demônios e Fortaleza Digital . Esta obra literária foi capaz de emergir a categoria de autor de best-sellers, um até então desconhecido escritor americano, e fazer ressurgir uma série de dúvidas sobre a vida de Jesus Cristo. Uma trama envolvente onde se misturam as geniais e enigmáticas obras de Leonardo Da Vinci , pontos turísticos de Paris e Londres, uma conspiração contra o Vaticano por parte da Opus Dei e a busca pelo Santo Graal , servindo como ingredientes para prender o leitor até o final das 423 páginas do livro.

Um best-seller não se faz apenas pela qualidade do livro, mas também pelo efeito midiático que ele causa, e neste quesito O Código Da Vinci é recordista. Desde o lançamento do livro, a Igreja Católica , a Opus Dei e historiadores têm se manifestado constantemente para negar ou corroborar com as informações contidas no texto. Agregado as manifestações das comunidades afetadas pela trama, surgiram uma infinidade de livros que se dispuseram a aprofundar ainda mais as suposições sobre o Santo Graal e a união matrimonial entre Jesus Cristo e Maria Madalena, defender um suposto plágio de Dan Brown – esta acusação já foi levada ao tribunal na Inglaterra, e os juízes deram sentença favorável ao escritor americano –, ou apenas negar tudo que está escrito no livro.

A corrida de Robert Langdon, um simbologista da Universidade de Harvard, e Sophie Neveu, uma criptógrafa da polícia francesa e neta do diretor do Museu do Louvre, para provarem que não estão envolvidos no misterioso assassinato de Jacques Sauniere, avô de Sophie, é acima de tudo uma aula de história da arte. Os fugitivos se deparam o tempo inteiro com as obras de Da Vinci, onde estão os códigos que podem decifrar o mistério do assassinato e também revelar a localização do Santo Graal. Dan Brown utilizou uma série de referências históricas, que foram coletadas por ele e sua esposa que é historiadora, para embasar todas as afirmações feitas na trama. A cripotografia também é outro elemento essencial na história, pois é a dificuldade dos personagens para decifrar as codificações feitas por Sauniere, que provoca o suspense e as ações do texto.

Os 44 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo já expressam a relevância desta obra literária que em breve terá desdobramento no cinema , numa superprodução holliwoodiana. Então, é esperar para ver a que ponto chegará o legado de sucesso e polêmica deste livro. Com certeza, muitas outras obras surgiram em decorrência desta, servindo de apoio ou contraponto a ela, e inspiradas nesta história fascinante.

Veja o trailer em espanhol do filme inspirado neste livro:

Tuesday, April 25, 2006

Resenha: Reaprendendo a ler

Após o advento da informática, a palavra ler passou a ter outros significados. Atualmente, o ato da leitura não se limita apenas a uma pessoa recostar-se em uma cadeira e observar um texto, tendo uma atitude passiva perante o conteúdo lá escrito. Agora, os recursos tecnológicos nos dão a oportunidade de interagir com o que está escrito. É claro que tanto os leitores quanto os autores não estão totalmente habituados com a inserção dos hipertextos em seu cotidiano. Todos nós estávamos acostumados a ler obras fechadas, que não nos ofereciam elementos que complementassem os textos, por exemplo, arquivos de áudio e vídeo. É exatamente ao contato do ser humano ainda não habituado com o conceito de hipertextualidade e com as novas formas de leitura, que se referem dois textos distintos, um do livro O que é virtual? do autor Pierre Lévy , e outro do livro Cultura da Interface, de Steven Jonhson.

O texto de Pierre Lévy aborda a adaptação do ser humano com um mundo virtual. Neste mundo, é possível interagir com dezenas de pessoas dos mais diversos lugares sem sair da sala de sua casa. Também podemos usufruir da virtualização do nosso corpo, o que é chamado pelo autor de hipercorpo, e refere-se ao uso de elementos artificiais para correção e aprimoramentos de algumas de nossas funções vitais. Em um mundo onde até o corpo passa por um processo de universalização, nada mais natural que se mude também a forma como interagirmos com um obra escrita. Porém, Lévy afirma que ainda não estamos habilitados a desenvolver todas as possibilidades que a hipertextualidade nos oferece.

As afirmações de Lévy são verídicas e bem fundamentadas, além de serem expostas de forma clara e simples. Esta mesma clareza textual não se reflete no texto de Steven Johnson, que usa demasiadamente termos técnicos que deixam a leitura maçante e confusa. É preciso levar em conta que o livro de Johnson é voltado para um público específico que, por conseqüência, está habituado com os termos empregados. Entretanto, o autor se apega demais em apenas um assunto e deixa de explorar outras formas de evolução da leitura. O exemplo citado por Johnson é excepcional – o estudo feito por um software nas obras de Shakespeare –, pois mostra o quanto versáteis e úteis podem ser as novas tecnologias empregadas nos editores de textos e outros softwares. Porém, reafirmo que se o autor não permanecesse tanto tempo em cima de um assunto, o seu texto renderia muito mais. É difícil opinar sobre um texto que faz parte do contexto de um livro, o qual apenas tive contato com um capítulo, e por isso não sei afirmar se não há outros exemplos mais adiante. No entanto, a parte que li poderia ter seus assuntos tão bem explorados quanto foram os temas apresentados no capítulo de Pierre Lévy.

A discussão sobre as novas possibilidades de leitura que o hipertexto nos oferece ainda é muito incipiente. Ainda precisaremos de muito tempo, além de novas idéias, para chegarmos a uma nova forma de ler. Mas livros com os de Lévy e Johnson, já nos dão uma idéia de quanto poderemos nos aprofundar neste assunto. E que dificilmente chegaremos a uma conclusão absoluta sobre o que é o hipertexto e o que representará a palavra leitura para as gerações futuras. Com certeza, não terá mais o mesmo significado que teve para nós.

Tuesday, March 28, 2006

Análise

Notícia - Internação de Telê Santana

Todos os quatro sites consultados falam da internação de Telê Santana, ex-técnico da seleção brasileira de futebol. O portal da Folha assina a matéria como de autoria própria, os demais não, tendo o texto mais completo, com informações mais detalhadas. Diferente dos outros portais, por exemplo o Terra que possui conteúdos produzidos a partir de informações coletadas nas agências.

O portal do IG é o único a colocar a noticia em posição de destaque secundário no site, porém, apresenta um lead em negrito destacando as informações principais, seguido de um texto com poucas informações e fontes.

Para localizar a notícia no site Globo.com é necessário buscar pelo nome do treinador, pois as informações não foram atualizadas desde ontem. Apenas dois dos sites consultados possuem hiperlinks: o portal da folha e o portal da globo. O hiperlink da Folha leva à notícias já publicadas sobre Telê Santana, já o link da Globo remete ao HotSite da Copa 2006 com mais notícias sobre a seleção brasileira de futebol.

Em relação ao estilo, o diferencial fica por conta do IG que tem um texto mais popular, de fácil leitura e compreensão, porém como já citamos com informações superficiais. Nenhum dos portais oferece link multimídia, nem mesmo para imagens antigas do treinador, a falta deste tipo de link limita a possibilidade de interação com os portais, e se assemelha muito ao texto de jornal impresso.

Texto produzido por Diego Capela e Mateus Zimmermann.

Monday, March 27, 2006

Imagem x Celular

O Brasil está em processo final de definição de qual será o modelo ideal para o introdução da tv digital no país. Dois modelos diferentes estão nessa briga. De um lado está o modelo europeu – que não possui o apoio das grandes redes de televisão brasileiras –, e do outro, está o modelo japonês – que conta com a simpatia das emissoras de tv – e aparece como grande favorito a tornar-se o escolhido pelo governo federal. Um dos grandes fatores que levam as emissoras de tv como a Rede Globo a apoiarem a proposta nipônica é a possibilidade de seus programas televisivos serem transmitidos pelos telefones celulares, oportunidade está que não esta inclusa na proposta européia. Sabendo que a telefonia móvel cada vez mais está ligada ao uso da imagem, mesmo sendo relativamente nova a captura de imagens, sons e vídeos pelos aparelhos, as grandes empresas vêem neste segmento há possibilidade de lucratividade.
Há quatro anos atrás, apenas alguns celulares possuíam telas coloridas e recebiam imagens digitais no Brasil. Atualmente já é possível fazer gravações de vídeos em resoluções superiores a 128 por 128pixels e de duração de até cinco minutos, tendo como exceção os aparelhos importados que disponham de tecnologia mais avançada.
Mesmo o celular ainda não recebendo simultaneamente as imagens da televisão, já existe a possibilidade de serem baixados alguns vídeos, por exemplo, a Globo oferece os gols do campeonato brasileiro para serem comprados via celular e anuncia que brevemente haverá novos serviços semelhantes a estes à disposição dos usuários da telefonia móvel. Uma grande variedade de imagens já está ao alcance dos usuários através de downloads feitos através dos serviços oferecidos por cada operadora de celular.

Da era dos tijolões ao mp3

Os aparelhos celulares agora oferecem aos usuários funções de áudio que antes eram inimagináveis. Quem antes sonharia que um daqueles telefones móveis pesados – os famosos tijolões, como eram chamados no início da década de 1990 – se transformariam em aparelhos de som multifuncionais. Há cerca de cinco anos, os chamados ringtones – também conhecidos como tons polifônicos – que traziam sons que faziam referência a músicas dos mais diferentes gêneros apareceram como opção para os usuários que desejavam personalizar a campainha de seu celular, mas não desejavam usar os tons oferecidos primariamente por seu fabricante.
Depois dos ringtones, as empresas desenvolvedoras dos celulares começaram a oferecer os serviços de comando de voz e gravação de áudio, que trariam pioneiramente ao telefone a voz humana. Rapidamente surgiram novas tecnologias que possibilitaram a recepção de ondas de rádio FM, a criação de portais de voz, download de músicas e arquivos variados de áudio e mais recentemente a implantação do uso do MP3, que permite ao usuário transferir músicas de seu computador para o celular, mesma função exercida pelos chamados tocadores de mp3, que proporciona ao usuário uma interface simples que propicia o armazenamento de várias músicas separadas por gêneros, autores e álbuns .
Atualmente, o telefone móvel possui tantas funções que a sua missão principal que é proporcionar a comunicação entre as pessoas acaba ficando em um plano secundário perante ao grande leque de opções que a tecnologia oferece. No mundo contemporâneo, aparelhos como o rádio toca-fitas, o discman e o micro system estão caindo no ostracismo porque não possuem a mesma multifuncionalidade que os cada vez menores aparelhos celulares.

Monday, March 06, 2006

Primeiro Texto

Hoje, 06 de março, é o início verdadeiro das atividades deste ano. Nesta segunda-feira, já passada as atividades carnavalescas, as férias ( para os que puderam usufruí-las), é retornada a rotina que perdura até as vésperas do final do ano. Neste novo ano, tudo continua muito semelhante ao ano anterior. Já começou a série de denúncias ao governo, a guerra política contra a verticalização das coligações partidárias e no esporte tudo continua como sempre, com os clubes da capital mostrando superioridade contras as equipes do interior ( até o tricolor está pintando na final).
Basta apenas uma leitura rápida nos jornais diários como a
ESTADO DE SÃO PAULO ou qualquer outro periódico para depararmso com a dura realididade que nos assola nos últimos anos. AH!não poderia esuqecer de comentar a grande supresa do
OSCAR 2006 , que premiou como melhor filme Crash, e não o favorito filme sobre os Cowboys Gays. Um abraço!

Tuesday, February 21, 2006

Estréia

Hoje começa a história deste humilde blog. Quem sabe dá certo issso, e este blog vire referência nacional em jornalismo online.

flw!