O código da polêmica

Um livro polêmico. Isto é o mínimo que pode ser dito sobre O Código Da Vinci , escrito por Dan Brown , recordista de vendas nos últimos anos. No Brasil, o livro já se mantêm a cento e nove semanas no ranking dos dez livros de ficção mais vendidos, acompanhado de outras três obras do mesmo autor : Ponto de Impacto , Anjos e Demônios e Fortaleza Digital . Esta obra literária foi capaz de emergir a categoria de autor de best-sellers, um até então desconhecido escritor americano, e fazer ressurgir uma série de dúvidas sobre a vida de Jesus Cristo. Uma trama envolvente onde se misturam as geniais e enigmáticas obras de Leonardo Da Vinci , pontos turísticos de Paris e Londres, uma conspiração contra o Vaticano por parte da Opus Dei e a busca pelo Santo Graal , servindo como ingredientes para prender o leitor até o final das 423 páginas do livro.

Um best-seller não se faz apenas pela qualidade do livro, mas também pelo efeito midiático que ele causa, e neste quesito O Código Da Vinci é recordista. Desde o lançamento do livro, a Igreja Católica , a Opus Dei e historiadores têm se manifestado constantemente para negar ou corroborar com as informações contidas no texto. Agregado as manifestações das comunidades afetadas pela trama, surgiram uma infinidade de livros que se dispuseram a aprofundar ainda mais as suposições sobre o Santo Graal e a união matrimonial entre Jesus Cristo e Maria Madalena, defender um suposto plágio de Dan Brown – esta acusação já foi levada ao tribunal na Inglaterra, e os juízes deram sentença favorável ao escritor americano –, ou apenas negar tudo que está escrito no livro.
A corrida de Robert Langdon, um simbologista da Universidade de Harvard, e Sophie Neveu, uma criptógrafa da polícia francesa e neta do diretor do Museu do Louvre, para provarem que não estão envolvidos no misterioso assassinato de Jacques Sauniere, avô de Sophie, é acima de tudo uma aula de história da arte. Os fugitivos se deparam o tempo inteiro com as obras de Da Vinci, onde estão os códigos que podem decifrar o mistério do assassinato e também revelar a localização do Santo Graal. Dan Brown utilizou uma série de referências históricas, que foram coletadas por ele e sua esposa que é historiadora, para embasar todas as afirmações feitas na trama. A cripotografia também é outro elemento essencial na história, pois é a dificuldade dos personagens para decifrar as codificações feitas por Sauniere, que provoca o suspense e as ações do texto.

Os 44 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo já expressam a relevância desta obra literária que em breve terá desdobramento no cinema , numa superprodução holliwoodiana. Então, é esperar para ver a que ponto chegará o legado de sucesso e polêmica deste livro. Com certeza, muitas outras obras surgiram em decorrência desta, servindo de apoio ou contraponto a ela, e inspiradas nesta história fascinante.
Veja o trailer em espanhol do filme inspirado neste livro:
